SIC Mulher - Programa Mais Mulher
9 de Novembro de 2010

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Revista Index (suplemento do Jornal i)
24 de Abril de 2010
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Revista Playboy Portugal - Dezembro 2009

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Revista Up - TAP

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Revista Visão

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Radio Clube - Entrevista para a rubrica "Avenida da Republica"
http://radioclube.clix.pt

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Avenida da República
Caricatura e Banda Desenhada (programa emitido a 24-10-09)

 
LE COOL - A Weird and Wonderful Guide to Lisbon
http://www.lecoolbook.com/lisbon.html

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BAR A PARÓDIA
In a street with little traffic, you’ll find a blood-red door. Ring the doorbell and walk into a cosy ambiance, coloured in the Art Noveau style. Let your gaze travel along walls lined with mirrors, fabrics woodwork and marble covered in match-boxes. The furniture is vintage, and the red velvet sofas guarantee ever-lasting comfort. In such a setting, conversations are lengthy, sprinkled with Caipifrutas (Caipirinhas with strawberry, coconut and tutti-frutti) and divine ham-and-cheese or tuna toasted sandwiches in Alentejano bread. There’s also a piano in the room they might even let you play. Rua do Patrocínio, 26b (Campo de Ourique) 22.00-02.00

 
GUIA DO LAZER - Abril 2009
http://lazer.publico.clix.pt

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A Paródia

2009 já poderia ser considerado Ano Bordalo Pinheiro. Com essa ideia em mente passámos a noite no bar lisboeta baptizado segundo a célebre revista satírica do mestre, celebrando um aniversário marcante: A Paródia nasceu como galeria de antiguidades, pela graça de Luís Pinto Coelho, a 27 de Abril de 1974. É a mais íntima e noctívaga das evocações do espírito Bordalo. Dois dias depois da Revolução de 1974, enquanto ainda se abriam cravos e revolução pelas ruas, abria em Lisboa uma pequena galeria de antiguidades pela mão de um mestre da matéria, Luís Pinto Coelho. Era para ser só loja de antiguidades, mas dado o proprietário - que antes criara o histórico bar Procópio e depois criaria o Fox Trot e o Pavilhão Chinês -, as gentes começaram a transformá-lo em bar. Caso resolvido: no ano seguinte tornava-se oficialmente o bar A Paródia. Evocando o génio rebelde e polifacetado de Rafael Bordalo Pinheiro, o bar chamou a si o espírito da célebre revista de sátira homónima, fundada pelo mestre nos alvores do século XX.

Saltamos no tempo e entramos n''A Paródia do séc. XXI (que, felizmente, pouco difere da do séc. XX). A porta, ornamentada por uma bela coroa metálica, está fechada, mas para entrar não é preciso senha; é só tocar à campainha. "Se vindes com sede, sede bem-vindos" reza o mote folião da casa. Como anfitriões, ambos mais novos que a casa, temos agora Filipa e Pedro, atentos a cada detalhe num ambiente informal de proximidade. Contam-nos que querem preservar as memórias do lugar, mas também impor-lhe ritmo. Por isso, o bar é cenário de vários eventos: por vezes um concerto intimista, por vezes poesia ou teatro, outras há debates ou tertúlias.

O ambiente é intrinsecamente aconchegante e o bar reparte-se por duas salinhas pequeninas e um corredor-balcão, tudo para uma lotação máxima de 40 pessoas). Com a madeira e as cores a aquecerem todo o espaço, é uma montra Belle Époque de mobiliário antigo, com candeeiros a oferecerem iluminação q.b., sofás, cadeiras e bancos altos de outros tempos e um belo balcão de bar com tampo de mármore, "comme il faut". E, por todo o lado, há a mestiçagem de sinais de Bordalo e encruzilhadas de artes novas e artes déco. As paredes são corridas a capas da revista A Paródia, desenhos e caricaturas, do mestre e de outros criadores, fotografias (algumas históricas; de Carlos Relvas, por sinal) e todos os seus espaços usados para objectos de artes várias, incluindo uma parede revestida a... caixas de fósforos - uma fantástica colecção de caixinhas onde, diz-se e já se comprovou, havia clientes que guardavam moedas e outros souvenirs e que agora são como cápsulas do tempo em miniatura.

Ao longo dos anos foram passando por aqui muitos ilustres, destacando-se José Cardoso Pires que apontou A Paródia no seu "Lisboa - Livro de Bordo" como uma "capelinha modesta", realçando o seu espírito e humor bordalianos. E esta sempre foi casa de escritores e artistas, jornalistas e políticos. Diz-se, aliás, que nos anos mais quentes pós-Revolução as duas salinhas se dividiam naturalmente: uma para os da esquerda, outra para os da direita. Políticas à parte, continua a ser também palco de outros espectáculos. Recentemente, foi mesmo cenário de uma gravação de Mário Laginha, Pedro Burmester e Bernardo Sassetti incluída no DVD que regista o concerto "3 Pianos" - é que na sala interior, a estrela é um belo piano, sempre pronto a tocar.

A história de como Filipa e Pedro tomaram as rédeas d''A Paródia é também tocada a muitas mãos, faz parte de várias histórias de amor e é uma demonstração de como um bar se torna de sempre e pode até aspirar a ser para sempre. De Luís Pinto Coelho, a casa passou ao sr. Albino, um lendário e clássico barman, com muitos fiéis, que manteria o espaço até à idade o cansar. Um dos fiéis mais fiéis, que sentia A Paródia como extensão da sua casa, era precisamente o pai de Pedro que, nem por sombras, queria ver o seu bar desaparecer. Por isso, decidiu-se a adquiri-lo. Mais tarde, o filho Pedro começou a geri-lo. E, um pouco mais tarde, uma nova cliente tornou-se mais uma fiel d''A Paródia. A nova cliente, Filipa, tornar-se-ia também namorada do Pedro. E eis como agora A Paródia é muito passado mas também a conjugação do futuro de Filipa e Pedro, apostados em manter velhos fiéis e agregar novos. Com novidades e algumas surpresas, mas sem bruscas mudanças, porque o segredo é mesmo assegurar que se regressa à A Paródia como quem regressa à casa muito estimada. Uma revolução na continuidade, diria algum político, já com Bordalo na sombra a esfregar as mãos.

A Grande Paródia de Rafael
A revista "A Paródia" foi a última publicação satírica fundada por Bordalo Pinheiro - nasceu em 1900 e durou até 1906 (Rafael faleceu em 1905 mas o seu filho prosseguiu a obra) e fazia fama à verve ácida do contestatário mestre (bons exemplos: "Política - A Grande Porca" ou "Instrução Pública: A Grande Burra"...). Pelo bar, há algumas caricaturas e desenhos de Bordalo, seus seguidores e outros artistas da sátira e comédia.

Ementa aconchegante
A carta oferece diversas especialidades e é até marcada por uma certa alma alentejana. Tem um portfólio de fazer crescer água na boca de tostas em pão alentejano (presuntos, queijos, e uma especialidade: atum com queijo), doces requintados e uma vasta lista de cocktails (capifrutas - vodkas com frutas - são especialidade). Procuram manter bebidas especiais ou difíceis de encontrar, sejam as clássicas, sejam licores raros como de poejo, castanha, bolota, sejam pródigas cervejas belgas.

Luis J. Santos (Abril 2009)

 
TIME OUT LISBOA - 21/11/2008
www.www.timeout.pt/

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De bar em bar

José Cardoso Pires deixou há dez anos de frequentar os bares de Lisboa. Isabel Lucas lembra alguns dos poisos de histórias e copos.

Na porta, o papel branco assinala em letras muito pequenas o horário de funcionamento. A abertura está marcada para o meio-dia, mas são quatro e meia da tarde e as persianas estão corridas, a porta fechada e não há quem responda de dentro, de onde sé vem a escuridão. Nove da noite. Persianas continuam baixas e de dentro nenhuma luz. Na marisqueira da frente dizem que só lá para as dez.

O Bar Americano, um dos poisos de fumo e de conversa do escritor José Cardoso Pires, funciona assim, ao sabor da vontade de quem o gere. Já perdeu o ritmo de outros tempos, a clientela mudou, vai escasseando, perdendo para o concorrente de sempre, ali em frente, o British Bar, outro poiso, esse mais fixo ainda, de Cardoso Pires que gostava de se sentar na mesa mais pequena, a ver os ponteiros daquele relógio singular andarem ao contrário num eterno ludibriar do tempo.

A vida de Cardoso Pires, a real e a literária, está cheia de bares. Sempre foi assim até ao dia em que entrou para o Hospital de Santa Maria, para morrer quatro meses depois de um coma lento que o levou a 26 de Outubro de 1998, faz agora dez anos. Ficou vazia dele, de Cardoso Pires, a mesa pequena do British, aquela onde contou a sua “morte branca”, aquela que durante uma semana o impediu de comunicar numa cama de hospital e que haveria de relatar em De Profundis, Valsa Lenta; aquela onde fumou e bebeu whiskey sempre temperado a água. Umas vezes irado, outras apaixonado, nunca indiferente.

“No British Bar os anos passam, as gerações mudam, vêm literatos, vêm contrabandistas, vêm estivadores à mistura com meninas de civilização, mas o espírito e a cor local mantêm-se inconfundíveis”, escreveu em Lisboa, Livro de Bordo (Dom Quixote), um roteiro muito pessoal da cidade que adoptou como sua apesar de não ter nascido nela. Conheceu-lhe todos os cantos, fixou-lhe as tonalidades, frequentou os cafés e os bares, desde Arroios, até ao Cais do Sodré e era ali que gostava de se fixar. Novamente no Bar Americano, que também Pessoa frequentava nos anos 30, mas que já nessa década de 90, acusava de ter perdido o lastro. E havia ainda o Procópio, mais acima, na cidade mais alta, a caminho das Amoreiras. “O Procópio entrou na cartografia dos bares tocado por uma vaga brisa pós-romântica, cadeiras de veludo, reflexos de Arte-Déco. O Procópio respeitava a intimidade do Jardim das Amoreiras à sombra dos velhos arcos do Aqueduto das Águas Livres.

Chamam-lhe reviravolta, mas esse espírito e humor estão também numa capelinha modesta, inteiramente dedicada à memória de Bordalo, a leste do Campo de Ourique – A Paródia”, escreve ainda em Livro de Bordo, antes de se deter nesse outro sítio de bebedor, o Botequim. E mais outro, o Pavilhão Chinês.

Em matéria de bares eram as suas escolhas. Criou outros na ficção. Transportou outros ainda para a ficção. Veja-se em O Lavagante, o inédito editado este ano pelas edições Nelson de Matos. Começa justamente com uma conversa de bar, no bar A Lanterna, “o melhor bar da praia – e o mais caro, diga-se de passagem –, aquele onde é possível saborear uma fatia de espadarte fumado como esta, na companhia do mais glorioso vinho do mundo, vinho de regiões arenosas, gelado e seco, e com um calor certo e comedido a prolongar-se de taça para taça.” Depois são conversas, histórias e mais histórias. E há o bar do Delfim, onde tudo se comenta e ainda no Delfim os bares das bebedeiras e noitadas de Tomás Manuel, o protagonista. Ou o bar que antecede a revolução de Abril, em Alexandra Alpha.

Estamos no Cais do Sodré. A porta do Americano continua fechada. Em frente, vem música do British. Entramos. Lá está o relógio com os ponteiros a rodar ao contrário. Rodamos com ele e deixamo-nos levar até ao tempo em que Cardoso Pires se sentava naquela mesa pequena.


Isabel Lucas é jornalista do DN
terça-feira, 7 de Outubro de 2008

 
LIFECOOLER (o guia da boa vida) - 21/11/2008
www.lifecooler.com

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INICIATIVA | Uma viagem pela Maçonaria
Este sábado, a tarde termina em paródia. E tudo porque a Ler Por Aí organizou um passeio a pé e de eléctrico pela Baixa Pombalina. O objectivo? Conhecer a simbologia maçónica que o Marquês de Pombal introduziu aquando da reconstrução de Lisboa. O percurso começa no Largo do Limoeiro às 15 horas e termina no Bar A Paródia em Campo de Ourique para um lanche à boa moda parodiana...

 
JORNAL OJE - 29/02/2008
www.oje.pt

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10 - A PARÓDIA

No bairro de Campo de Ourique, este espaço conta uma história. Já foi loja de antiguidades e desde 1976 que funciona como bar. Um ambiente boémio e intimista, envolvido na aura de um passado recente que habita todos os objectos que povoam este espaço, onde o gosto pelo pormenor faz com que a decoração invista em pequenos apontamentos. "A Paródia" assim se chama em homenagem às últimas revistas de sátira de Rafael Bordalo Pinheiro, que estão espalhadas por uma das paredes do estabelecimento. De resto, por aqui as paredes ganham vida de muitas e variadas formas. Há-as espelhadas, cobertas de papel de parede com relevo, paredes de madeira, ou paredes envoltas em tecido (onde o vermelho vinho tinto brilha) e há também outras paredes mais originais: como as que rodeiam o balcão (em madeira e mármore) e estão revestidas de caixas de fósforos. Um pormenor de coleccionador. O mobiliário é vintage e os sofás apostam no veludo. Aqui, predominam as cores fortes e quentes. É um tentador convite a largas horas de boa conversa e divertimento, que cativa os apreciadores de um Bar com um serviço atencioso e um espírito descontraído. Experimente a especialidade da casa: Caipifrutas.

Morada: Rua do Patrocínio 26 B – LisboaTel.: 213 964 724

 
LIFECOOLER (o guia da boa vida) - 28/02/2008
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20 bares de sempre
Um copo nos clássicos de Lisboa.

São os preferidos dos quarentões mas muitos trintões, trintinhos e vintões também não os dispensam. Principalmente quando o que apetece é um ambiente calmo, onde se pode dar dois dedos de conversa e ouvir música a um nível de decibéis que a lei do ruído não proibe. São os sítios de sempre, onde se vai beber aquele cocktail que só ali preparam como nós gostamos, comer aquela tosta em pão caseiro que fora de horas sabe ainda melhor. Com música ambiente ou ao vivo, com sofás de veludo ou atmosfera de pub inglês, são “aqueles” bares, onde, se calhar, até nos tratam pelo nome. Fomos à procura dos Cheers de Lisboa.
 
JORNAL METRO - 15/02/2008
www.readmetro.com

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BAR

É um espaço a lembrar tempos antigos. Para entrar, é preciso tocar à campainha, mas não se deixe desanimar por isso . Lá dentro, recua-se no calendário e conhece-se um lugar diferente, mais calmo do que os sítios normalmente agitados da noite. Quase como se os anos tivessem emprestado tranquilidade ao espaço e permitissem a conversa a quem por lá gosta de passar. Os tempos mudaram. Talvez agora as conversas não sejam tanto sobre a República. Mas n’A Paródia ainda se pode conversar. Seja lá sobre o que for. Quanto a bebidas, as caipifrutas são uma das especialidades. Quem for com fome, pode provar também as tostas mistas e de atum em pão alentejano caseiro. O bar está aberto das 22 horas às 2 da manhã. Apresenta também vários eventos culturais. Só é pena não haver mais.
 
LIFECOOLER (o guia da boa vida) - 30/10/2007
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NOITE | Copos e Poesia
Assim se inebriam os sentidos. Com um copo de vinho e um bom poema. Inebriados os sentidos, o resultado é só um: Paródia. Por isso não deixa de ser irónico que seja um bar com esse nome a avançar com a sugestão... Hoje à noite, a partir das 22:30, paródia é sinónimo de tertúlia. Entre uma ou outra caipifruta (especialidade da casa), declama-se poesia. Ofício de poetas que ainda estão (e preferem estar) no anonimato. Já dizia Fernando Pessoa: "O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente". A ver vamos...
 
LIFECOOLER (o guia da boa vida) - 25/10/2007
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NOITE | Arte no Paródia
Num espaço que não é piano bar mas onde Bernardo Sasseti e Mário Laginha já tocaram piano e que não é galeria mas onde costumam estar expostos desenhos de Rafael Bordalo Pinheiro, caricaturas de época e fotografias de Carlos Relvas (lado a lado com uma parede forrada inteiramente de fósforos), vai ser inaugurada hoje uma exposição, a visitar a partir das 22 horas. Arte fora de horas, entre a pintura e a colagem, "Texturas" retrata o universo da artista plástica Milheiro. Despem-se as caricaturas de época e penduram-se estas colagens, que aqui ficam durante um mês, a dar cor à casa... É o Paródia com um pézinho nas caipifrutas (especialidade da casa) e outro na arte...
 
LIFECOOLER (o guia da boa vida) - 4/10/2007
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CURIOSIDADE | Paródia on-line
www.aparodia.com. É aqui que ela tem andado escondida. A paródia fez-se ao século XXI e lançou um site novo. Com ele, vem o convite: visite o bar A Paródia, coma umas tostas mistas com pão alentejano caseiro (um pão viajado, este) e experimente a especialidade da casa: as caipifrutas. Há-as de morango, de coco e até de amora. Quanto mais exótico melhor, mais paródia! Para os que vibrarem com as delícias on-line, também podem visitar o bar in loco. Basta ir até Campo de Ourique e bater à porta do número 26 (B) na rua do Patrocínio. Sim, que isto é bar à porta fechada. Mas não se preocupe, entrar é mais fácil do que arrancar um dente...

consulte a página da Paródia no Lifecooler
 
CORREIO DA MANHÃ (revista Correio Domingo) - 12/8/2007
www.correiodamanha.pt

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LE COOL (Magazine Cultural on-line) - 11/4/2006 www.lecool.com

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Bar A Paródia
Há um bar único escondido nas ruas de Campo de Ourique. É surreal que num bairro sem nenhuma vida nocturna exista uma pérola destas! Mas existe. Tenta imaginar um ambiente quente, super 'cozy', decorado estilo art deco, cheio de objectos lindos e pessoas carismáticas. São verdadeiros personagens os clientes do Paródia, parecem saídos de um filme. Aliás, todo o cenário é propício a que te sintas uma verdadeira estrela. No outro dia, assisti a uma acção teatral fabulosa enquanto bebia uma amêndoa amarga 'trés chique'! Ah! E o piano! Ontem estava lá um italiano lindo a improvisar...una bella storia. Os donos são muito abertos, quem quiser pode tocar, declamar poesia ou o que de melhor tiver para partilhar no momento. Fecha tarde, tarde, o tempo voa, voa e sem se dar por nada são cinco da manhã...

Luna
 
AGENDA LX (agenda cultural de lisboa - CMS) - MARÇO 2006

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A Paródia
Nos copos com Bordalo

O bar tem uma longa história e nele respira-se ainda o carisma e a magia de outros tempos. Aberto desde 1975, tem como anfitrião primordial Rafael Bordalo Pinheiro - daí o nome “A Paródia”, uma das suas mais marcantes revistas. Neste espaço de boa disposição e artes ficamos surpreendidos desde que entramos. À primeira vista parece-nos que o espaço se resume apenas a uma sala e a um balcão, mas não: logo que avançamos mais um pouco encontramos uma abertura que dá para outra sala, tão bonita e intimista como a primeira, e é nesta que se ouve tocar piano, geralmente à quinta-feira. A leitura de poesia e encenações de teatro são dois do eventos que têm também lugar. Quando abriu, há 30 anos atrás, e quando os seus clientes eram maioritariamente da classe politica, dizia-se que os de esquerda ficavam numa sala e os de direita na outra. Os últimos proprietários deste espaço, Filipa e Ilda Carlos, Pedro Batista e João Batanete procuram manter o espírito do tempo em que o bar abriu. A clientela é fiel e os que aparecem de novo gostam sempre de voltar, não só pelo ambiente, mas também pelas tostas mistas, pelo bolo de chocolate e pelas bebidas, que procuram ser diferentes do habitual, como é o caso da tequila rose e do cocktail A Paródia (brevemente poderemos provar um vodka preto). Quem quiser pode alugar o espaço para uma festa privada. A Paródia merece uma visita. É uma máquina do tempo.

Ana Figueiredo